sexta-feira, 5 de julho de 2013
Ciclo Junino
O mês de junho é especial em muitas regiões do Brasil. É época de Festa Junina, com muita celebração, comes e bebes especiais e as homenagens a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro, que são comemorados nos dias 13, 24 e 29, respectivamente. Conheça um pouco sobre a história dos três santos lembrados no mês de junho. (Fonte: entretenimento@band.com.br)
SANTO ANTÔNIO - Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.
Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças. Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.
SÃO JOÃO BATISTA - São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11). Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente. O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista” (Mateus 11,11).
SÃO PEDRO e SÃO PAULO - Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
PEDRO, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
PAULO, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles. Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.
(Fonte: http://santo.cancaonova,com/)Profª Eliomar Adriano - Ens. Religioso-ISMM
domingo, 14 de abril de 2013
C.F 2013
TEMA: FRATERNIDADE E JUVENTUDE LEMA: "EIS-ME AQUI, ENVIA-ME" (IS 6,8)
Origem da CF: A primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez. O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”. A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.
O OBJETIVO GERAL Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.
MEMÓRIA: Em 1992, a Campanha da Fraternidade também tratou a juventude como tema central, e agora, em sua 50ª edição, terá a mesma temática. A abordagem da temática “juventude” será mais um elemento para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens, além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada, em julho deste ano, no Rio de Janeiro.
ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013
Pai santo, vosso Filho Jesus, conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade, aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários a serviço da juventude.
Para anunciar o Evangelho como projeto de vida, enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade, enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança, enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência, enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança, enviai-nos, Senhor;
para ... (intenções da comunidade)
HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013
LETRA: Gerson César Sousa MÚSICA: Gil Ferreira e Daniel Victor Santos
1. Sei que perguntas, juventude, de onde veio./Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro./Eu fiz brotar em ti desde o materno seio (Cf. Jr 1,5)./Essa vontade de mudar o mundo inteiro.
ESTOU AQUI, MEU SENHOR, SOU JOVEM, SOU TEU POVO!
Eu tenho fome de justiça e de amor, (Cf. Mt 5,6)/Quero ajudar a construir um mundo novo./ESTOU AQUI, MEU SENHOR, SOU JOVEM, SOU TEU POVO!/Para formar a rede da fraternidade, E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade. (Cf. Ap 21,1; 2Pd 3,13)/EIS-ME AQUI, ENVIA-ME SENHOR! (2X)(IS 6,8).
2. Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13)/Onde a ganância gera irmãos escravizados./Quero a mensagem que humaniza a sociedade/Falada às claras, publicada nos telhados (Cf. Mt 10,27).
3. Para salvar a quem perdeu a esperança/Serei a força, plena luz a te guiar.
Por tua voz eu falarei, tem confiança,/Não tenhas medo, novo Reino a chegar! (Cf. Jr 1,4-10; Mt3,2; 19,11-27).
QUARESMA: CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Passados os dias de Carnaval tem início o tempo da Quaresma com a imposição das cinzas sobre nossas cabeças e ouvindo este apelo de Jesus: “convertei-vos e crede no Evangelho!” Estas palavras, indicam um inteiro programa de vida, preparando-nos para celebrar a Páscoa. Assim, na oração, no jejum, no exercício da caridade fraterna, na penitência, caminhamos ao encontro do Cristo pascal.
Na Quaresma nos exercitamos na revisão de vida e na conversão nas nossas práticas religiosas, para que elas não sejam apenas manifestações formais e exteriores de religiosidade – “para serem vistos pelos homens” – mas sejam a expressão de uma vida que se volta sinceramente para Deus. E, durante a Quaresma, realizamos a Campanha da Fraternidade. Esta indica uma reflexão específica para nos exercitarmos na caridade; neste ano, é a juventude. Queremos juntos encontrar caminhos para acolher e integrar nossa juventude. Nossa resposta generosa ao chamado deve ser: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Convertamo-nos, e nos desafios deste mundo, tornemo-nos missionários a serviço da juventude. [Eliomar Adriano - Asp. de Deus]
CARNAVAL
O Carnaval é uma festa típica e muito popular que é vivida em muitos países, mas no Brasil merece um destaque especial. Mas, vejamos inicalmente o que nos aponta o dicionário quanto à etimologia da palavra propriamente dita:
Carnaval | s. m. Francês carnaval, do italiano carnevale, de carnelevare, retirar a carne
1. Período de festas profanas de origem medieval, compreendido entre o dia de Reis e a quarta-feira de Cinzas. (Geralmente com inicial maiúscula.) 2. Período que compreende os três dias que precedem a Quaresma. (Geralmente com inicial maiúscula.) = ENTRUDO 3. Conjunto de brincadeiras e festejos que ocorrem nesses dias. 4. Grande divertimento ou festa. = FARRA, FESTIM, FOLGUEDO, FOLIA, PÂNDEGA FONTE: http://www.priberam.pt/dlpo/
Seu nome oficial é entrudo = brincadeira. Festa de origem “religiosa”, seguida por todos, por se tratar de um período festivo convidativo a bailes, desfiles carnavalescos, e adoção de trajes e personalidades diferentes do habitual.
1. ORIGEM: Teve seu inicio com o surgimento da agricultura (portanto, não é originariamente brasileira esta tradição), quando os homens felizes por ter uma grande colheita, começaram a festejar a fertilidade e produtividade do solo.
2. NATUREZA: A separação de classes fazia com que o carnaval servisse como válvula de escape, dando espaço aos exageros, que vemos até hoje. Antes, a Igreja condenava o carnaval pelo seu caráter “pecaminoso”. No entanto, com o “sucesso” da festa não era mais possível proibi-la; foi então que houve a instituição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem.
3. CARNAVAL HOJE: é uma festa que O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Salvador criou o seu próprio estilo de carnaval, com o carnaval popular, de rua, é internacionalmente famoso pelos enormes trio elétricos e os maiores cantores do Brasil e alguns internacionais cantando neles [3]. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque. FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval
3. VISÃO DA IGREJA: O importante para o católico/cristão em geral ver o carnaval com suas características principais, que são o riso e a brincadeira. Dizem que foi lá em Veneza que a festa se tornou as características atuais: mascaras, fantasias, carro alegóricos e desfiles. Aos cristãos é permitido participar das festas de Carnaval, se for com objetivo de mostrar que podemos nos divertir, brincar de uma forma sadia, sem perder o rumo da vida, através de orgias, drogas e bebidas. Afinal o Carnaval também já foi simplesmente os três dias de alegria nos quais os cristãos comiam muita carne porque na Quarta-Feira de Cinzas eles ingressavam na Quaresma para durante quarenta dias, fazer abstinência de carne se preparando para, a Páscoa, a Festa da Ressurreição de Jesus.
FONTE: Valcimério Alves, OFS http://www.nsconceicaonil.com.br/nv/index.php?option=com_content&view=article&id=22:artigos&catid=14:artigos&Itemid=20
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Curiosidade Liturgica: OITAVA DE PÁSCOA
Na oitava da Páscoa, durante uma semana, se vive o dia de Páscoa. É necessário intensificar o valor deste momento pascal, durante uma semana revive-se o DOMINGO MAIOR (da ressusrreição), Demonstrando assim, que a vida é um bem maior que a morte. É o momento de um re-NASCIMENTO. E a liturgia celebrada onde quer que seja, chama a atenção para a ALEGRIA do cristão de poder presenciar o cumprimento da promessa , "Destruam este Templo e eu reedificarei em três dias!" Além de que os textos bíblicos proclamados na Liturgia da Palavra servem para firmar nossa fé e reavivar a nossa esperança. Razão esta pela qual sempre (neste curto, mas significativo período) as celebrações encerram sempre com a expressão Aleluia! Aleluia! que significa dizer Alegra, alegria! Cristo Ressuscitou! {Eliomar Adriano - Asp. de Deus}
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