quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A ESPIRITUALIDADE QUARESMAL DA CF-2012

Estamos próximos de encerrar este primeiro ciclo do tempo comum de nossa liturgia e darmos inicio a um tempo forte de preparação para a Páscoa do Senhor, exercitando a prática da penitência, do jejum e da oração. Isto porque sabemos que a quaresma é o tempo propício para fazermos uma reflexão mais apurada de como estamos vivendo nossa adesão a Cristo, reavaliando nossas ações e de fazermos um retiro espiritual, nos voltando para Deus, reaquecendo nossa fé, buscando assim uma mudança de vida e de superação de nossas limitações, não apenas individual, mas também coletiva, para tomarmos fortes e necessárias decisões como a concreta vivencia de nosso batismo. A vida do cristão deve ser uma eterna busca do Reino de Deus lutando contra tudo que diminui sua dignidade humana e que o eleva enquanto filho de Deus, o que exige de nós uma transformação de vida, uma transparência na busca de uma sociedade mais humana como base nos princípios das primeiras comunidades cristãs. Pelo Jejum saímos de nós mesmos a fim de favorecer o necessitado e unir o orar a ação. pois sofrer por sofrer é desvirtuar a verdaeira finalidade deste exercício. Pela Penitência devemos tomar uma postura de mudança nos abstendo de algo que nos aprisiona no velho homem. Pela Oração buscamos a força divina para combater o mal e dominar as paixões e o egoísmo. Enfim, tais exercícios quaresmais não tem função de sacrifício, mas de nos conduzir a um auto controle do corpo, da mente e do espírito Durante a quaresma contemplamos Jesus Cristo Crucificado–Ressuscitado, aprofundando nossa fé, a partir de uma das realidades que afetam nossa sociedade (este ano) O problema da saúde pública no Brasil. Por isso o Tema da Campanha é: Fraternidade e Saúde; e o Lema: Que a saúde se difunda sobre a Terra. A função da religião é salvar. Mas, salvar num sentido amplo, como na sua origem, curando dos males que atinge a pessoa, em sentido terapêutico e saneador. Olhando a pessoa num sentido holístico e não dicotômico (físico e espiritual). Seguindo assim o programa de vida de Jesus Mt 11 - 5os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. At 10 - 38concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele. Tg 5 - 15e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Jo 4 - 46Foi, então, outra vez a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. Ora, havia um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. 47Quando ele soube que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e lhe rogou que descesse e lhe curasse o filho; pois estava à morte. 48Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e prodígios, de modo algum crereis. 49Rogou-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra. 50Respondeu-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe dissera, e partiu. 51Quando ele já ia descendo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe disseram que seu filho vivia. A Unção dos Enfermos é uma ação da Igreja em função da pessoa já doente, A ação da pastoral da saúde, pastoral da criança, pastoral da pessoa idosa e de outras pastorais são meios de assistir a comunidade, fazendo uma constante vistoria, prevenindo as doenças. Que todos nos empenhemos no cuidado solidário dos irmãos enfermos e lutemos com condições dignas junto a instituição de saúde pública pela dignidade e bem estar de todos. E para finalizar Jesus ainda nos diz: Jo10 - 10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eliomar Adriano – Formação sobre espiritualidade quaresmal Camaragibe (sábado) Matriz de São Pio X. 18/02/2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A VIDA

A vida é uma oportunidade, aproveite-a... A vida é beleza, admire-a... A vida é felicidade, deguste-a... A vida é um sonho, torne-o realidade... A vida é um desafio, enfrente-o... A vida é um dever, cumpra-o... A vida é um jogo, jogue-o... A vida é preciosa, cuide dela... A vida é uma riqueza, conserve-a... A vida é amor, goze-o... A vida é um mistério, descubra-o... A vida é promessa, cumpra-a... A vida é tristeza, supere-a... A vida é um hino, cante-o... A vida é uma luta, aceite-a... A vida é aventura, arrisque-a... A vida é alegria, mereça-a... A vida é vida, defenda-a...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Para o Carnaval (Fernanda Young)

Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei. Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes. Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida. Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste. Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho. Você não tem vergonha, não? Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora. Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade. Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras. Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia? Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro. Essa é a sua idéia de curtir a vida? Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo? A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida. Como será amanhã? Responda quem puder

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Era uma vez uma flor...

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras...Quem sabe como ela conseguiu crescer e ser sinal de vida no meio de tanta tristeza...Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para Igreja, mas após uma semana a flor tinha morrido. Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras...Quem sabe como ela conseguiu crescer e ser sinal de vida no meio de tanta tristeza...Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali, não quis cortá-la para não matá-la. Mas dias depois veio uma tempestade e a flor morreu... Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras...Quem sabe como ela conseguiu crescer e ser sinal de vida no meio de tanta tristeza...Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias. Num dia regou, noutro trouxe terra, noutro podou, depois fez um canteiro, trouxe adubo... Um mês depois, lá onde só tinha pedras e uma flor, havia um jardim Nós somos e temos aquilo que procuramos e conquistamos com a Graça de Deus para nós, não basta apenas pedir que Deus abençoe sua vida, é preciso trabalho, quantas flores você já viu e não fez nada? Comecemos hoje, a cultivar e cuidar de nossas flores para que cada vez mais conquistemos o que é bom para nós e para nossos próximos. (Extraído na íntegra de Mensagens que evangelizam)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Introdução ao Ensino Religioso

Introduzir significa iniciar. Introduzir o Ensino é a maneira de se trabalhar de forma mais acessível o conhecimento que se tem sobre algo de maneira a compreenderem melhor e com uma consciência mais critica. Introduzir o Ensino Religioso implica em ter maior compreensão dos temas que norteiam a nossa vida e que estão interligados com o nosso contexto, sempre de forma democrática, ou seja, sempre a luz da Palavra de Deus, tendo como base os preceitos éticos e morais. Devemos entender que estudar é interagir com a vida, sendo este estudo algo muito mais amplo que envolve muitos valores, conhecimentos, e assim, no intuito de termos uma melhor visão do que é a Religião, bem como no tocante ao respeito e a democracia quanto a liberdade de culto própria de cada uma, devemos estar atentos ao que reza a nossa Constituição Federal neste sentido: Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular. Razão esta pela qual não estudamos Religião, pois este estudo implicaria no aprofundamento de um único credo. Neste intuito devo me questionar sobre o que sei sobre a minha religião e porque a sigo e se respeito as demais. (Eliomar Adriano)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O sentido religioso do carnaval

Etimologicamente, é sabido que existem dois significados expressivos para o carnaval: francês: carnaval e italiano: carnevale que implica em tirar da carne. O Carnaval como tal (Caro, vale, ou festa da despedida da carne) é uma instituição medieval, nascida nos espaços descobertos na frente - e, às vezes, em forma de roda - dos mosteiros, em preparação à Quaresma, pois a temporada quaresmal, desde séculos, era uma instituição eclesiástica que preparava os catecúmenos para o batismo e os penitentes públicos para o retorno à Comunhão Eclesial. Afirmar que o Carnaval é anterior à Idade Média é confundir os festejos carnavalescos com as orgias licenciosas de Baco (deus romano dos vinhos e das festas) ou Dionísio (deus grego do vinho e da alegria) que realmente eram orgias pagãs como foram as festas pagãs do “Sol Invictus” que a Igreja Católica (só havia então o Catolicismo Romano) assumiu, purificou e cristianizou, tornando-as festas verdadeiramente cristãs. Neste período em que se vive uma festa profana democrática onde todos são iguais, vive-se também o Entrudo que equivale a festejos e brincadeiras, em que as pessoas se vestem alegoricamente de forma irreverente e sem “vergonha” alguma. Enfim, esta não é como muitos creem uma festa demoníaca (pois possui em sua origem um cunho religioso), contudo as pessoas de má índole aproveitam o folclore criado em torno da mesma para se vingarem de seus desafetos tornando assim este momento de descontração em um acontecimento por muitos repudiado. É importante salientar que só existe a Quaresma porque existe a Páscoa, pois aquela é uma preparação para esta. E da mesma forma só existe o Carnaval porque existe a Quaresma.

Quem sou eu!

Para viver bem é preciso encontrar a nossa identidade e termos consciência de quem somos. Eu sou eu com meus valores, minhas capacidades, minhas limitações, meus bloqueios, meus projetos... Sou uma pessoa, tenho um nome, sou um ser único e singular no mundo a forma com que fui feito, Deus jogou fora... Foi notado pelos cientistas que não há no mundo (animal nem vegetal) duas coisas absolutamente iguais: não há duas pedras, dois grãos de areia, duas folhas de árvores por mais semelhantes que sejam, duas nuvens... e muito menos então, duas pessoas humanas. Conhece-te a ti mesmo! – Eis uma tarefa difícil! Corremos o risco de nos supervalorizarmos ou nos super-minimizarmos. Precisamos dos outros para nos encontrarmos a nós mesmos. São os outros que revelam minha própria imagem. Pode-se dizer que só existimos à medida que existimos para o outro. Sou um ser no mundo. Nasci em uma determinada data, em um determinado momento e período da história. Vivo em determinado contexto. Sou um ser relacionado. Nasci em uma família, pertenço a um grupo social, tenho uma nacionalidade, vivo entre amigos. Jesus viveu esta experiência. A caminhada de sua vida foi uma tomada de consciência de quem ele era e porque ele estava no mundo. “Eu sou a luz do mundo (Jo. 8,12). Eu sou o Bom Pastor (Jo.10,11). O Espírito do Senhor Deus está sobre mim (Is.61,1). Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos (Lc.4,21).” Foi, sobretudo, sob a perspectiva de Deus (do Pai) que Jesus descobriu a si mesmo e assumiu plenamente sua identidade. {texto de trabalho com crismandos - Eliomar Adriano}