quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

RELIGIÕES AFRO E SINCRETISMO RELIGIOSO

Durante o período de colonização os negros foram utilizados como mão de obra escrava, o que promoveu um novo cenário em nosso panorama religioso. E como consequência o contato com outro continente propiciou uma mistura muito rica de crenças em algumas novas divindades. Com isto a Igreja católica se via perdendo seu espaço, onde antes era apenas seu para a difusão da fé, pois até então a religião Católica era a religião oficial de nosso País desde a chegada dos seus colonizadores. Neste sentido algumas ordens tentavam reprimir as atitudes dos negros em exporem sua fé (ignorando seus cantos, batuques, danças e rezas ocorridos nas senzalas), em contrapartida os negros organizavam suas celebrações para mesmo dia dos festejos dos santos católicos, como forma de manifestação, o que despertava mais a atenção por conta do gingado, dos cantos, do som dos instrumentos e a alegria contagiante daquele povo tão sofrido, e visto como objeto por seus senhores. A elite colonial via com bons olhos essa expressão popular dos negros. E assim eles seguiam alimentando suas lembranças e não raro eram os momentos de fuga durante estas manifestações. A Igreja não permitia a participação dos negros em seus estabelecimentos para celebrarem, para que estes não influenciem negativamente seus fieis, da mesma forma os negros também não aderiam, para não terem que se converter ao credo católico, mesmo que muitos negros se reconhecessem cristãos, não deixavam de lado suas crenças de origem. A partir daí surgem os santos católicos presentes na religião afro, e durante muito tempo e ainda hoje existem aqueles que se dizem católicos, mas nutem uma simpatia pelas religiões de cultura afro e vice-versa. O que promove um sincretismo religioso (movimento no qual um sistema de crença absorve ou influencia mudanças em outro). Tanto do ponto de vista do home enquanto religioso quanto nos demais direcionamentos da vida humana, o homem é um contínuo curioso. O que vai dessa forma levar a novas formas de ser e de celebrar a vida. Rainer Souza - historiador Eliomar Adriano - adaptação

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Solenidade de todos os Santos - 2 de Novembro/2012

...Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. "Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da ca...ridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser pe...rfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013). Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles". Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9). Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19). Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028). Todos os santos de Deus, rogai por nós!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Água

Agua, planta Água (Guilherme Arantes). Água que nasce na fonte/Serena do mundo/E que abre um/Profundo grotão/Água que faz inocente/Riacho e deságua/Na corrente do ribeirão... Águas escuras dos rios/Que levam/A fertilidade ao sertão/Águas que banham aldeias/E matam a sede da população... Águas que caem das pedras/No véu das cascatas/Ronco de trovão/E depois dormem tranquilas/No leito dos lagos/No leito dos lagos... Água dos igarapés/Onde Iara, a mãe d'água/É misteriosa canção/Água que o sol evapora/Pro céu vai embora/Virar nuvens de algodão.../Gotas de água da chuva/Alegre arco-íris/Sobre a plantação/Gotas de água da chuva/Tão tristes, são lágrimas/Na inundação... Águas que movem moinhos/São as mesmas águas/Que encharcam o chão/E sempre voltam humildes/Pro fundo da terra/Pro fundo da erra.../Terra! Planeta Água/Terra! Planeta Água/Terra! Planeta Água... Lendo a letra da música concluo que este elemento é fonte rica de vida, por isso devemos preservá-la, na vida física ela nos mata a nossa sede e no espiritual ela serve para nos purificar e introduzir nos sacramentos. Razão esta pela qual deve este tema ser trabalhado em todas as disciplinas. Neste sentido as frases A minha alma tem sede de Deus e Deus é como água fresca no oásis do deserto da vida, apresenta um sentimento espiritual e a frase: A água traz vida e esperança para os que têm sede. A água é insípida não tem sabor, Deus não se prova apenas sentimos o gostinho dele em nossa vida e temos a certeza de que Ele nos alimenta e sustenta na vida; É incolor mas assume formar e cores de acordo como o recipiente que se encontra, Deus ganha o formato que lhe damos e por fim é inodora por não terceiro, Deus da mesma forma, pois o sentimos em nossa vida dando-nos farpa para seguir em frente. O nome está sempre destruindo os fluxos de agua, crendo que sua vida continuará sendo a mesma independente da existência desta preciosidade: a água, e ultimamente temos tirado Deus de nossa vida como se Ele fosse descartável. Assim como o poço faz conexão entre á água que está na profundeza da Terra e a superfície, as religiões fazem ligação da humanidade com o Transcendente que, em algumas religiões, é concebido como sendo Deus. (Livro de Ensino Religioso, p.83), assim falando apresentamos uma realidade do diálogo inter-religioso, onde se entende que preocupa com o diálogo entre as igrejas cristãs. Para concluir afirmamos que Não haverá paz no mundo sem paz entre as religiões, sem paz entre as religiões não haverá diálogo entre as religiões. (Hans Kung)

sábado, 18 de agosto de 2012

espiritualidade

Viver a espiritualidade é deixar-se abandonar a vontade do Pai em nossa vida. Pois a vontade de Deus, nem sempre corresponde a que queremos, pois sentimos dificuldade de compreender, porque somos limitados. Muitos santos viveram e a vivem esta espiritualidade sem restrições, com humildade se despojando diante d’Ele colocando-nos ao seu dispor, contemplando o Jesus totalmente despojado de toda vaidade ao ser pregado na cruz, acolhendo a nós com nossas limitações. Vivendo com espírito de caridade integra e desmedida, pois a caridade biblicamente falando é comparada Ao Amor que se dá gratuitamente, no sentido ágape. Sempre com alegria, pois a alegria contagia e rejuvenesce, alegra a alma e todo aquele que tem a certeza de ser amado por Deus deve viver a alegria de ser Seu filho. Para tanto deve imitar o coração de Jesus que se doa na Eucaristia que é alimento e que nos torna sacrário vivo, fazendo a Sua vontade em meio a esta humanidade tão dinâmica e complexa, que não tem tempo nem de ouvir suas próprias batidas. Assim nos deixemos abandonar a Providência divina como maior recurso de nossa vida, amando aos menos favorecidos e acolhendo-os, para educa-los na fé tendo como base a oração fervorosa movida pelo espírito de Deus, fortalecido pelo trabalho que fazemos por Ele, sempre na perspectiva de imitar os passos de Jesus, para vivermos aqui na Terra seus exemplos de vida. 1 Sagrada Família 2 Humildade 3 Jesus e cruz 4 Caridade 5 Alegria 6 Coração de Jesus e a Eucaristia 7 A vontade de Deus 8 Abandono a Providência 9 Amor aos pobres 10 Educação 11 Oração 12 Advento

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Vocação

Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra VOCAÇÃO vem do verbo no latim "vocare" (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta que responde A vida de todo ser humano é um dom de Deus. "Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus" (Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos. Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus. Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros. VOCÊ É UMA VOCAÇÃO. VOCÊ É UM CHAMADO. Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos: • Deus chama diretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas. • Deus toma a Iniciativa de chamar. • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta. • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo. Vocação é o encontro de duas liberdades: • a de Deus que chama • a do Homem que responde Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra. VOCAÇÃO À EXISTÊNCIA - À VIDA Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10) VOCAÇÃO HUMANA - Ser gente, ser pessoa Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos. Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana. VOCAÇÃO CRISTÃ - VOCAÇÃO DE FILHO, DE BATIZADO Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9) Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes: VOCAÇÃO LAICAL (NO MATRIMÔNIO /NO CELIBATO / SOLTEIRO - APÓSTOLO) l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-' se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo "contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa'. (LG31) VOCAÇÃO AO MINISTÉRIO ORDENADO (DIÁCONO, PADRE E BISPO) É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. "Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura". (OT 11) VOCAÇÃO À VIDA CONSAGRADA (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa) O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai. Extraído na íntegra de http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/vocacao/04.htm

terça-feira, 3 de julho de 2012

Desejo de Santa Emília

DESEJO QUE MINHAS IRMÃS NÃO VEJAM SENÃO A DEUS E OS INTERESSE DE SUA GLÓRIA.(Santa Emília de Rodat) Comentario:Que este desejo as suas irmãs de congregação se estandam como um apelo a cada um de nós, pra que possamos continuamente sentir sua presença junto a nós. (Eliomar-asp. de Deus)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cada Dia com Santa Emília de Rodat (25 de junho)

O benefício da Santa Comunhão nuca será bastante apreciado. Ele é tão grande que se torna impossível falar sobre ele de maneira que se corresponda à sua grandeza e extensão (Santa Emília de Rodat)

sábado, 23 de junho de 2012

Valor da Confissão

Nos confessamos com pessoas (padres) que como nós são também pecadores. É correto? O próprio Jesus nos dá essa autoridade, primeiro a seus Apóstolos e em seguida a seus sucessores, isto o vemos afirmar em Jo.20,21-23 "RECEBEI O ESPIRITO SANTO. ÁQUELES A QUEM PERDOARDES OS PECADOS, SER-LHES-ÃO PERDOADOS, E ÀQUELES A QUEM OS RETIVERDES, SER-LHES-ÃO RETIDOS" A Confissão é por parte do homem um ato de humildade diante de Deus, e todo aquele que escuta o pecador é instrumento da graça de Deus na busca de Sua Misericordia. Portanto, é interessante lembrar que toda pessoa necessita desta misericordia, e enquanto seguidores de Sua Palavra devemos receber agradecidos este Sacramento ao menos uma vêz por semestre. (Eliomar Adriano.Aspirante de Deus)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Batismo Católico

"O BATISMO DOS CATÓLICOS NÃO É VALIDO!(AFIRMAM NOSSOS PROTESTANTES), POIS SÓ OS ADULTOS QUE CREEM PODEM RECEBER VALIDAMENTE O BATISMO, QUE SÓ VALE POR IMERSÃO." - Acredito que desde que o Batismo seja em nome da Trindade, que o elemento utilizado seja a água, e que haja um ser a ser batizado, ele pode e deve sim ser considerado válido, indepenente de ter ido por vontade própria (adulto) ou por condução (quando bebê), o que vale é a fé de quem o busca e, este (Batismo) é único, pois batizar novamente é banalizar o Sacramento. Por meio deste, passamos a tomar parte na grande família de Deus, sendo acolhidos como filhos, irmãos de Jesus Cristo e herdeiros do Espírito Santo. (Eliomar Adrian.Aspirante de Deus)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Veneração de imagens

Nós católicos não somos adoradores de imagens, pois o mesmo Deus em Ex 25,18-20; Nm 21,8-9 e IRs 6,23-35. 7,29, nos indica a criação de símbolos. Seria uma blasfemia considerar que Ele é contraditório, já que em um local da bíblia Ele manda fazer imagens esquanto que em outro o teria proibido. Por isso, saibamos que Deus age conforme a necessidade e realidade do povo. Consideremos para tanto o contexto histórico. É proibido apenas fazer imagens de deuses falsos e adorá-los, como o faziam os vizinhos pagãos, mas não proibe outras imagens. Por isso, os primeiros cristãos pintaram nas catatumbas muitas imagens de cenas bíblicas do AT, e legaram, para a veneração dos séculos posteriores a imagem de Cristo sofredor na toalha de Verônica e no sudário sepucral, guardado em Turim na Italia. A A própria história universal está plena destes testemunhos. - Quem de nós não contempla num momento de saudade não contempla a imagem de alguém por meio de foto ou escutura de alguém que nos foi modelo de retidão.

A Palavra de Deus a nós...

Cada uma de Suas Plavras nos chega ao coração e nos diz que Ele nos quer, que por nós se fez homem em Jesus Cristo e que n'Ele temos a esperança de viver para sempre. (P.V/int,2012)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A ratoeira (autor desconhecido)

A ratoeira (autor desconhecido) Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha, então, disse: - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda. O rato foi até o porco e lhe disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! - Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces. O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse: - O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua ví¬tima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. MORAL: O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe.

quarta-feira, 28 de março de 2012

É PASCOA!

Hoje estamos iniciando um período muito especial em nossa liturgia cristã. Por esta razão somos chamados a vivermos segundo os ensinamentos de Cristo, nosso modelo de vida, fé, amor-doação e fidelidade à vontade do Pai. Ele venceu a morte, para assim nos mostrar que se vivermos de acordo com seus ensinamentos tudo podemos vencer, até mesmo aquilo é aparentemente invencível: a morte. Vencendo morte Cristo cumpriu a promessa de que sendo destruído o templo ele seria reconstruído em três dias, pois é esta a vontade do Pai. Assim, somos convocados a ressuscitar tomando algumas medidas como: • Substituir o preto do luto pelo branco da paz. • Apagar as tristezas e reavivar as alegrias de sermos cristãos, filho de Deus e herdeiros do trono. • Trocar o cansaço diário pela força de perseverar nas boas ações. • Deixar morrer o homem velho que habita em nós dando lugar e vida ao homem novo, nos tornando espelhos seus onde quer que vá, esteja ou atuemos. Páscoa é passagem de um mundo de sonhos para um mundo de realizações concretas, levando vida nova a nossos semelhantes, para desta forma ajudá-los a crescer como ser individual, pessoal, social, cidadão e cristão autêntico. É ainda, acreditar que ressuscitamos com o Cristo a cada vez que optamos por sermos n’Ele nova criatura e valorizarmos e vivenciarmos nossos Batismo como opção de vida. Tenham todos uma Santa e Feliz Páscoa e que o Cristo ressuscitado ressuscite em cada um de maneira concreta na certeza de que somos filhos de Deus, seguidores de Cristo e templos do Espírito Santo. {Eliomar Adriano} (escrito por ocasião da Páscoa/2007)

terça-feira, 27 de março de 2012

Semana Santa

Semana como sabemos é um conjunto de sete dias que movem nosso agir, ocorre sempre de forma contínua e dinâmica. No A.T o povo hebreu costumava dedicar o dia de sábado ao Senhor, pelo fato de que pela prática mosaica Deus criou o mundo em seis dia e no sétimo descansou. Para os adeptos de algumas religiões, como é o caso dos adventistas do sétimo dia a semana é utilizada para as ações continuas de todo o ser humano, mas ao sábado nada se faz em respeito ao dia do Senhor. Contudo, sabemos que com a Ressurreição de Cristo em um dia de domingo (o valor deste dia passou a ser maior que o dia do sábado), este passa também a ser reconhecido como Dia do Senhor, da Ressurreição, da Alegria... entre outros predicados. Assim, todo domingo passa ser rememorado a Páscoa de Cristo. O mais importante é que em dias atuais seja no sábado ou no domingo o importante é que se dedique um dia ao Senhor, que se pare para refletir Sua ação salvífica em favor de cada um de nós. A este respeito esta Semana que se inicia é de grande importância para todo cristão, pelo fato de que encerra a Quaresma e cada dia dela vem representar as etapas finais de Jesus Cristo até a sua ressurreição, razão esta pela qual é chamada Semana Santa. Vejamos um pouco de cada um destes dias: – DOMINGO DE RAMOS – Abertura solene da Semana Santa, com a lembrança das Palmas/ramos e da paixão, da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a Liturgia da Palavra que evoca a Paixão do Senhor. – SEGUNDA-FEIRA SANTA – é o segundo dia da Semana Santa, cujo começo tem lugar no Domingo de Ramos, e durante a qual os cristãos comemoram a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Em alguns lugares é conhecida como segunda-feira de trevas. Nesse dia realiza-se o ofício de trevas. – TERÇA-FEIRA – é o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria. E muito comum também por ser o dia de penitência no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos. Em algumas Igrejas neste dia durante todo dia há mutirão de confissões, pra que os fiéis possam chegar a páscoa com a alma mais pura. – QUARTA-FEIRA SANTA FEIRA – é o quarto dia da Semana Santa, É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. – QUINTA-FEIRA DA PAIXÃO – é o quinto dia da Semana Santa e na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Com essa celebração se encerra a Quaresma. À noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés com a instituição do mandamento novo e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando é retirado todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo. – SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO – é o sexto dia da Semana Santa, nele a Igreja recorda a Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e Adoração da Cruz. A recordação da morte do Senhor consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha, lembrando a majestade de Jesus Cristo. Neste dia somos convidados a nos abster de carne, e nos retiramos (silenciar) em memória ao grande ato de Jesus em nosso benefício. – SÁBADO DE ALELUIA – É sexto dia da Semana Santa, o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as Missas. – DOMINGO DE PASCOA – é o sétimo dia da Semana Santa, dia mais importante, dia em que a vida venceu a morte, o bem venceu o mal, em que não precisamos mais sacrificar animais pela nossa remissão, pois o próprio Cristo se entregou como vitima pascal e nos faz um convite a também mudarmos de vida, pois seu sacrifício não foi em vão. Ressuscitemos com Cristo, por ele e com Ele. Tenhamos vida nova, pois foi para isso que ele abraçou nossos pecados na cruz e ressuscitou no domingo. Boa Páscoa! {Eliomar Adriano}

terça-feira, 6 de março de 2012

CF/2012: grito de alerta e de solidariedade em busca de uma solução para a fragilidade da saúde pública

A CF/2012 (como tantas outras, desde 1964) tem seu início na Quarta-feira de cinzas e se encerra no Domingo de ramos (dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém), quando é feita nas celebrações dominicais (nas Igrejas católicas) a coleta nacional de solidariedade como gesto concreto. Durante todo período quaresmal (40 dias que antecedem a Semana Santa) são feitas atividades reflexivas e celebrações acerca do tema proposto (Saúde Pública), sempre a luz da Bíblia, de onde se extrai a cada ano o lema que é a fundamentação de cada Campanha realizada sempre de forma comunitária, envolvendo pessoas independentemente de religião, pois a Saúde Pública não é problema de um determinado credo, mas de toda sociedade, por isso essa conscientização é feita onde, quando e com quem se fizer necessário. A idéia da CF é a de provocar uma inquietação com fins de promover mudanças na vida das pessoas (este ano, mais precisamente a Saúde Pública). Assim, se busca disseminar o conceito de bem viver, o que implica numa mudança de postura da sociedade por meio de seus representantes, e tal mudança é movida através da conscientização da educação para a cidadania e controle social. Uma vez que temos consciência de que a saúde é constitucionalmente um direito de todos. Segundo a qual em seu artigo 196 nos alerta que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Alem de ser direito legal (assegurado por Lei) constitucional, é dever cristão, pois o próprio Cristo diz “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundancia” A partir desta máxima cristã nos dada pelo próprio Cristo meditemos profundamente não só na quaresma, mas por todo ano sobre a fragilidade da saúde, a partir de cada um de nós para que de acordo como a proposta de Eco.38, 8 “Que a saúde se difunda sobre a Terra”. (Texto extraído e adaptado por mim da Revista Boletim Salesiano Brasil “CF 2012 Que a saúde se difunda sobre a terra”. Ano 62 - n° 1 - janeiro-fevereiro de 2012, p.10)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A ESPIRITUALIDADE QUARESMAL DA CF-2012

Estamos próximos de encerrar este primeiro ciclo do tempo comum de nossa liturgia e darmos inicio a um tempo forte de preparação para a Páscoa do Senhor, exercitando a prática da penitência, do jejum e da oração. Isto porque sabemos que a quaresma é o tempo propício para fazermos uma reflexão mais apurada de como estamos vivendo nossa adesão a Cristo, reavaliando nossas ações e de fazermos um retiro espiritual, nos voltando para Deus, reaquecendo nossa fé, buscando assim uma mudança de vida e de superação de nossas limitações, não apenas individual, mas também coletiva, para tomarmos fortes e necessárias decisões como a concreta vivencia de nosso batismo. A vida do cristão deve ser uma eterna busca do Reino de Deus lutando contra tudo que diminui sua dignidade humana e que o eleva enquanto filho de Deus, o que exige de nós uma transformação de vida, uma transparência na busca de uma sociedade mais humana como base nos princípios das primeiras comunidades cristãs. Pelo Jejum saímos de nós mesmos a fim de favorecer o necessitado e unir o orar a ação. pois sofrer por sofrer é desvirtuar a verdaeira finalidade deste exercício. Pela Penitência devemos tomar uma postura de mudança nos abstendo de algo que nos aprisiona no velho homem. Pela Oração buscamos a força divina para combater o mal e dominar as paixões e o egoísmo. Enfim, tais exercícios quaresmais não tem função de sacrifício, mas de nos conduzir a um auto controle do corpo, da mente e do espírito Durante a quaresma contemplamos Jesus Cristo Crucificado–Ressuscitado, aprofundando nossa fé, a partir de uma das realidades que afetam nossa sociedade (este ano) O problema da saúde pública no Brasil. Por isso o Tema da Campanha é: Fraternidade e Saúde; e o Lema: Que a saúde se difunda sobre a Terra. A função da religião é salvar. Mas, salvar num sentido amplo, como na sua origem, curando dos males que atinge a pessoa, em sentido terapêutico e saneador. Olhando a pessoa num sentido holístico e não dicotômico (físico e espiritual). Seguindo assim o programa de vida de Jesus Mt 11 - 5os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. At 10 - 38concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele. Tg 5 - 15e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Jo 4 - 46Foi, então, outra vez a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. Ora, havia um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. 47Quando ele soube que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e lhe rogou que descesse e lhe curasse o filho; pois estava à morte. 48Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e prodígios, de modo algum crereis. 49Rogou-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra. 50Respondeu-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe dissera, e partiu. 51Quando ele já ia descendo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe disseram que seu filho vivia. A Unção dos Enfermos é uma ação da Igreja em função da pessoa já doente, A ação da pastoral da saúde, pastoral da criança, pastoral da pessoa idosa e de outras pastorais são meios de assistir a comunidade, fazendo uma constante vistoria, prevenindo as doenças. Que todos nos empenhemos no cuidado solidário dos irmãos enfermos e lutemos com condições dignas junto a instituição de saúde pública pela dignidade e bem estar de todos. E para finalizar Jesus ainda nos diz: Jo10 - 10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eliomar Adriano – Formação sobre espiritualidade quaresmal Camaragibe (sábado) Matriz de São Pio X. 18/02/2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A VIDA

A vida é uma oportunidade, aproveite-a... A vida é beleza, admire-a... A vida é felicidade, deguste-a... A vida é um sonho, torne-o realidade... A vida é um desafio, enfrente-o... A vida é um dever, cumpra-o... A vida é um jogo, jogue-o... A vida é preciosa, cuide dela... A vida é uma riqueza, conserve-a... A vida é amor, goze-o... A vida é um mistério, descubra-o... A vida é promessa, cumpra-a... A vida é tristeza, supere-a... A vida é um hino, cante-o... A vida é uma luta, aceite-a... A vida é aventura, arrisque-a... A vida é alegria, mereça-a... A vida é vida, defenda-a...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Para o Carnaval (Fernanda Young)

Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei. Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes. Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida. Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste. Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho. Você não tem vergonha, não? Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora. Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade. Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras. Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia? Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro. Essa é a sua idéia de curtir a vida? Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo? A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida. Como será amanhã? Responda quem puder

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Era uma vez uma flor...

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras...Quem sabe como ela conseguiu crescer e ser sinal de vida no meio de tanta tristeza...Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para Igreja, mas após uma semana a flor tinha morrido. Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras...Quem sabe como ela conseguiu crescer e ser sinal de vida no meio de tanta tristeza...Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali, não quis cortá-la para não matá-la. Mas dias depois veio uma tempestade e a flor morreu... Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras...Quem sabe como ela conseguiu crescer e ser sinal de vida no meio de tanta tristeza...Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias. Num dia regou, noutro trouxe terra, noutro podou, depois fez um canteiro, trouxe adubo... Um mês depois, lá onde só tinha pedras e uma flor, havia um jardim Nós somos e temos aquilo que procuramos e conquistamos com a Graça de Deus para nós, não basta apenas pedir que Deus abençoe sua vida, é preciso trabalho, quantas flores você já viu e não fez nada? Comecemos hoje, a cultivar e cuidar de nossas flores para que cada vez mais conquistemos o que é bom para nós e para nossos próximos. (Extraído na íntegra de Mensagens que evangelizam)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Introdução ao Ensino Religioso

Introduzir significa iniciar. Introduzir o Ensino é a maneira de se trabalhar de forma mais acessível o conhecimento que se tem sobre algo de maneira a compreenderem melhor e com uma consciência mais critica. Introduzir o Ensino Religioso implica em ter maior compreensão dos temas que norteiam a nossa vida e que estão interligados com o nosso contexto, sempre de forma democrática, ou seja, sempre a luz da Palavra de Deus, tendo como base os preceitos éticos e morais. Devemos entender que estudar é interagir com a vida, sendo este estudo algo muito mais amplo que envolve muitos valores, conhecimentos, e assim, no intuito de termos uma melhor visão do que é a Religião, bem como no tocante ao respeito e a democracia quanto a liberdade de culto própria de cada uma, devemos estar atentos ao que reza a nossa Constituição Federal neste sentido: Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular. Razão esta pela qual não estudamos Religião, pois este estudo implicaria no aprofundamento de um único credo. Neste intuito devo me questionar sobre o que sei sobre a minha religião e porque a sigo e se respeito as demais. (Eliomar Adriano)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O sentido religioso do carnaval

Etimologicamente, é sabido que existem dois significados expressivos para o carnaval: francês: carnaval e italiano: carnevale que implica em tirar da carne. O Carnaval como tal (Caro, vale, ou festa da despedida da carne) é uma instituição medieval, nascida nos espaços descobertos na frente - e, às vezes, em forma de roda - dos mosteiros, em preparação à Quaresma, pois a temporada quaresmal, desde séculos, era uma instituição eclesiástica que preparava os catecúmenos para o batismo e os penitentes públicos para o retorno à Comunhão Eclesial. Afirmar que o Carnaval é anterior à Idade Média é confundir os festejos carnavalescos com as orgias licenciosas de Baco (deus romano dos vinhos e das festas) ou Dionísio (deus grego do vinho e da alegria) que realmente eram orgias pagãs como foram as festas pagãs do “Sol Invictus” que a Igreja Católica (só havia então o Catolicismo Romano) assumiu, purificou e cristianizou, tornando-as festas verdadeiramente cristãs. Neste período em que se vive uma festa profana democrática onde todos são iguais, vive-se também o Entrudo que equivale a festejos e brincadeiras, em que as pessoas se vestem alegoricamente de forma irreverente e sem “vergonha” alguma. Enfim, esta não é como muitos creem uma festa demoníaca (pois possui em sua origem um cunho religioso), contudo as pessoas de má índole aproveitam o folclore criado em torno da mesma para se vingarem de seus desafetos tornando assim este momento de descontração em um acontecimento por muitos repudiado. É importante salientar que só existe a Quaresma porque existe a Páscoa, pois aquela é uma preparação para esta. E da mesma forma só existe o Carnaval porque existe a Quaresma.

Quem sou eu!

Para viver bem é preciso encontrar a nossa identidade e termos consciência de quem somos. Eu sou eu com meus valores, minhas capacidades, minhas limitações, meus bloqueios, meus projetos... Sou uma pessoa, tenho um nome, sou um ser único e singular no mundo a forma com que fui feito, Deus jogou fora... Foi notado pelos cientistas que não há no mundo (animal nem vegetal) duas coisas absolutamente iguais: não há duas pedras, dois grãos de areia, duas folhas de árvores por mais semelhantes que sejam, duas nuvens... e muito menos então, duas pessoas humanas. Conhece-te a ti mesmo! – Eis uma tarefa difícil! Corremos o risco de nos supervalorizarmos ou nos super-minimizarmos. Precisamos dos outros para nos encontrarmos a nós mesmos. São os outros que revelam minha própria imagem. Pode-se dizer que só existimos à medida que existimos para o outro. Sou um ser no mundo. Nasci em uma determinada data, em um determinado momento e período da história. Vivo em determinado contexto. Sou um ser relacionado. Nasci em uma família, pertenço a um grupo social, tenho uma nacionalidade, vivo entre amigos. Jesus viveu esta experiência. A caminhada de sua vida foi uma tomada de consciência de quem ele era e porque ele estava no mundo. “Eu sou a luz do mundo (Jo. 8,12). Eu sou o Bom Pastor (Jo.10,11). O Espírito do Senhor Deus está sobre mim (Is.61,1). Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos (Lc.4,21).” Foi, sobretudo, sob a perspectiva de Deus (do Pai) que Jesus descobriu a si mesmo e assumiu plenamente sua identidade. {texto de trabalho com crismandos - Eliomar Adriano}