quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O sentido religioso do carnaval

Etimologicamente, é sabido que existem dois significados expressivos para o carnaval: francês: carnaval e italiano: carnevale que implica em tirar da carne. O Carnaval como tal (Caro, vale, ou festa da despedida da carne) é uma instituição medieval, nascida nos espaços descobertos na frente - e, às vezes, em forma de roda - dos mosteiros, em preparação à Quaresma, pois a temporada quaresmal, desde séculos, era uma instituição eclesiástica que preparava os catecúmenos para o batismo e os penitentes públicos para o retorno à Comunhão Eclesial. Afirmar que o Carnaval é anterior à Idade Média é confundir os festejos carnavalescos com as orgias licenciosas de Baco (deus romano dos vinhos e das festas) ou Dionísio (deus grego do vinho e da alegria) que realmente eram orgias pagãs como foram as festas pagãs do “Sol Invictus” que a Igreja Católica (só havia então o Catolicismo Romano) assumiu, purificou e cristianizou, tornando-as festas verdadeiramente cristãs. Neste período em que se vive uma festa profana democrática onde todos são iguais, vive-se também o Entrudo que equivale a festejos e brincadeiras, em que as pessoas se vestem alegoricamente de forma irreverente e sem “vergonha” alguma. Enfim, esta não é como muitos creem uma festa demoníaca (pois possui em sua origem um cunho religioso), contudo as pessoas de má índole aproveitam o folclore criado em torno da mesma para se vingarem de seus desafetos tornando assim este momento de descontração em um acontecimento por muitos repudiado. É importante salientar que só existe a Quaresma porque existe a Páscoa, pois aquela é uma preparação para esta. E da mesma forma só existe o Carnaval porque existe a Quaresma.

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