quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

RELIGIÕES AFRO E SINCRETISMO RELIGIOSO

Durante o período de colonização os negros foram utilizados como mão de obra escrava, o que promoveu um novo cenário em nosso panorama religioso. E como consequência o contato com outro continente propiciou uma mistura muito rica de crenças em algumas novas divindades. Com isto a Igreja católica se via perdendo seu espaço, onde antes era apenas seu para a difusão da fé, pois até então a religião Católica era a religião oficial de nosso País desde a chegada dos seus colonizadores. Neste sentido algumas ordens tentavam reprimir as atitudes dos negros em exporem sua fé (ignorando seus cantos, batuques, danças e rezas ocorridos nas senzalas), em contrapartida os negros organizavam suas celebrações para mesmo dia dos festejos dos santos católicos, como forma de manifestação, o que despertava mais a atenção por conta do gingado, dos cantos, do som dos instrumentos e a alegria contagiante daquele povo tão sofrido, e visto como objeto por seus senhores. A elite colonial via com bons olhos essa expressão popular dos negros. E assim eles seguiam alimentando suas lembranças e não raro eram os momentos de fuga durante estas manifestações. A Igreja não permitia a participação dos negros em seus estabelecimentos para celebrarem, para que estes não influenciem negativamente seus fieis, da mesma forma os negros também não aderiam, para não terem que se converter ao credo católico, mesmo que muitos negros se reconhecessem cristãos, não deixavam de lado suas crenças de origem. A partir daí surgem os santos católicos presentes na religião afro, e durante muito tempo e ainda hoje existem aqueles que se dizem católicos, mas nutem uma simpatia pelas religiões de cultura afro e vice-versa. O que promove um sincretismo religioso (movimento no qual um sistema de crença absorve ou influencia mudanças em outro). Tanto do ponto de vista do home enquanto religioso quanto nos demais direcionamentos da vida humana, o homem é um contínuo curioso. O que vai dessa forma levar a novas formas de ser e de celebrar a vida. Rainer Souza - historiador Eliomar Adriano - adaptação

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