segunda-feira, 1 de abril de 2013
Curiosidade Liturgica: OITAVA DE PÁSCOA
Na oitava da Páscoa, durante uma semana, se vive o dia de Páscoa. É necessário intensificar o valor deste momento pascal, durante uma semana revive-se o DOMINGO MAIOR (da ressusrreição), Demonstrando assim, que a vida é um bem maior que a morte. É o momento de um re-NASCIMENTO. E a liturgia celebrada onde quer que seja, chama a atenção para a ALEGRIA do cristão de poder presenciar o cumprimento da promessa , "Destruam este Templo e eu reedificarei em três dias!" Além de que os textos bíblicos proclamados na Liturgia da Palavra servem para firmar nossa fé e reavivar a nossa esperança. Razão esta pela qual sempre (neste curto, mas significativo período) as celebrações encerram sempre com a expressão Aleluia! Aleluia! que significa dizer Alegra, alegria! Cristo Ressuscitou! {Eliomar Adriano - Asp. de Deus}
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
RELIGIÕES AFRO E SINCRETISMO RELIGIOSO
Durante o período de colonização os negros foram utilizados como mão de obra escrava, o que promoveu um novo cenário em nosso panorama religioso. E como consequência o contato com outro continente propiciou uma mistura muito rica de crenças em algumas novas divindades.
Com isto a Igreja católica se via perdendo seu espaço, onde antes era apenas seu para a difusão da fé, pois até então a religião Católica era a religião oficial de nosso País desde a chegada dos seus colonizadores. Neste sentido algumas ordens tentavam reprimir as atitudes dos negros em exporem sua fé (ignorando seus cantos, batuques, danças e rezas ocorridos nas senzalas), em contrapartida os negros organizavam suas celebrações para mesmo dia dos festejos dos santos católicos, como forma de manifestação, o que despertava mais a atenção por conta do gingado, dos cantos, do som dos instrumentos e a alegria contagiante daquele povo tão sofrido, e visto como objeto por seus senhores.
A elite colonial via com bons olhos essa expressão popular dos negros. E assim eles seguiam alimentando suas lembranças e não raro eram os momentos de fuga durante estas manifestações. A Igreja não permitia a participação dos negros em seus estabelecimentos para celebrarem, para que estes não influenciem negativamente seus fieis, da mesma forma os negros também não aderiam, para não terem que se converter ao credo católico, mesmo que muitos negros se reconhecessem cristãos, não deixavam de lado suas crenças de origem.
A partir daí surgem os santos católicos presentes na religião afro, e durante muito tempo e ainda hoje existem aqueles que se dizem católicos, mas nutem uma simpatia pelas religiões de cultura afro e vice-versa. O que promove um sincretismo religioso (movimento no qual um sistema de crença absorve ou influencia mudanças em outro). Tanto do ponto de vista do home enquanto religioso quanto nos demais direcionamentos da vida humana, o homem é um contínuo curioso. O que vai dessa forma levar a novas formas de ser e de celebrar a vida.
Rainer Souza - historiador
Eliomar Adriano - adaptação
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Solenidade de todos os Santos - 2 de Novembro/2012
...Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da ca...ridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser pe...rfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).
Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19).
Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Água
Agua, planta Água (Guilherme Arantes).
Água que nasce na fonte/Serena do mundo/E que abre um/Profundo grotão/Água que faz inocente/Riacho e deságua/Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios/Que levam/A fertilidade ao sertão/Águas que banham aldeias/E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras/No véu das cascatas/Ronco de trovão/E depois dormem tranquilas/No leito dos lagos/No leito dos lagos...
Água dos igarapés/Onde Iara, a mãe d'água/É misteriosa canção/Água que o sol evapora/Pro céu vai embora/Virar nuvens de algodão.../Gotas de água da chuva/Alegre arco-íris/Sobre a plantação/Gotas de água da chuva/Tão tristes, são lágrimas/Na inundação...
Águas que movem moinhos/São as mesmas águas/Que encharcam o chão/E sempre voltam humildes/Pro fundo da terra/Pro fundo da erra.../Terra! Planeta Água/Terra! Planeta Água/Terra! Planeta Água...
Lendo a letra da música concluo que este elemento é fonte rica de vida, por isso devemos preservá-la, na vida física ela nos mata a nossa sede e no espiritual ela serve para nos purificar e introduzir nos sacramentos. Razão esta pela qual deve este tema ser trabalhado em todas as disciplinas. Neste sentido as frases A minha alma tem sede de Deus e Deus é como água fresca no oásis do deserto da vida, apresenta um sentimento espiritual e a frase: A água traz vida e esperança para os que têm sede.
A água é insípida não tem sabor, Deus não se prova apenas sentimos o gostinho dele em nossa vida e temos a certeza de que Ele nos alimenta e sustenta na vida; É incolor mas assume formar e cores de acordo como o recipiente que se encontra, Deus ganha o formato que lhe damos e por fim é inodora por não terceiro, Deus da mesma forma, pois o sentimos em nossa vida dando-nos farpa para seguir em frente. O nome está sempre destruindo os fluxos de agua, crendo que sua vida continuará sendo a mesma independente da existência desta preciosidade: a água, e ultimamente temos tirado Deus de nossa vida como se Ele fosse descartável.
Assim como o poço faz conexão entre á água que está na profundeza da Terra e a superfície, as religiões fazem ligação da humanidade com o Transcendente que, em algumas religiões, é concebido como sendo Deus. (Livro de Ensino Religioso, p.83), assim falando apresentamos uma realidade do diálogo inter-religioso, onde se entende que preocupa com o diálogo entre as igrejas cristãs.
Para concluir afirmamos que Não haverá paz no mundo sem paz entre as religiões,
sem paz entre as religiões não haverá diálogo entre as religiões. (Hans Kung)
sábado, 18 de agosto de 2012
espiritualidade
Viver a espiritualidade é deixar-se abandonar a vontade do Pai em nossa vida. Pois a vontade de Deus, nem sempre corresponde a que queremos, pois sentimos dificuldade de compreender, porque somos limitados.
Muitos santos viveram e a vivem esta espiritualidade sem restrições, com humildade se despojando diante d’Ele colocando-nos ao seu dispor, contemplando o Jesus totalmente despojado de toda vaidade ao ser pregado na cruz, acolhendo a nós com nossas limitações.
Vivendo com espírito de caridade integra e desmedida, pois a caridade biblicamente falando é comparada Ao Amor que se dá gratuitamente, no sentido ágape. Sempre com alegria, pois a alegria contagia e rejuvenesce, alegra a alma e todo aquele que tem a certeza de ser amado por Deus deve viver a alegria de ser Seu filho.
Para tanto deve imitar o coração de Jesus que se doa na Eucaristia que é alimento e que nos torna sacrário vivo, fazendo a Sua vontade em meio a esta humanidade tão dinâmica e complexa, que não tem tempo nem de ouvir suas próprias batidas.
Assim nos deixemos abandonar a Providência divina como maior recurso de nossa vida, amando aos menos favorecidos e acolhendo-os, para educa-los na fé tendo como base a oração fervorosa movida pelo espírito de Deus, fortalecido pelo trabalho que fazemos por Ele, sempre na perspectiva de imitar os passos de Jesus, para vivermos aqui na Terra seus exemplos de vida.
1 Sagrada Família
2 Humildade
3 Jesus e cruz
4 Caridade
5 Alegria
6 Coração de Jesus e a Eucaristia
7 A vontade de Deus
8 Abandono a Providência
9 Amor aos pobres
10 Educação
11 Oração
12 Advento
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Vocação
Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra VOCAÇÃO vem do verbo no latim "vocare" (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta que responde A vida de todo ser humano é um dom de Deus. "Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus" (Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos. Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus.
Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.
VOCÊ É UMA VOCAÇÃO. VOCÊ É UM CHAMADO.
Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:
• Deus chama diretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
• Deus toma a Iniciativa de chamar.
• Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
• Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:
• a de Deus que chama
• a do Homem que responde
Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra.
VOCAÇÃO À EXISTÊNCIA - À VIDA
Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)
VOCAÇÃO HUMANA - Ser gente, ser pessoa Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos. Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana.
VOCAÇÃO CRISTÃ - VOCAÇÃO DE FILHO, DE BATIZADO
Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9)
Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes:
VOCAÇÃO LAICAL (NO MATRIMÔNIO /NO CELIBATO / SOLTEIRO - APÓSTOLO)
l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-' se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo "contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa'. (LG31)
VOCAÇÃO AO MINISTÉRIO ORDENADO (DIÁCONO, PADRE E BISPO)
É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. "Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura". (OT 11)
VOCAÇÃO À VIDA CONSAGRADA (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)
O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.
Extraído na íntegra de http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/vocacao/04.htm
terça-feira, 3 de julho de 2012
Desejo de Santa Emília
DESEJO QUE MINHAS IRMÃS NÃO VEJAM SENÃO A DEUS E OS INTERESSE DE SUA GLÓRIA.(Santa Emília de Rodat) Comentario:Que este desejo as suas irmãs de congregação se estandam como um apelo a cada um de nós, pra que possamos continuamente sentir sua presença junto a nós. (Eliomar-asp. de Deus)
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