domingo, 14 de abril de 2013

C.F 2013

TEMA: FRATERNIDADE E JUVENTUDE LEMA: "EIS-ME AQUI, ENVIA-ME" (IS 6,8) Origem da CF: A primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez. O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”. A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade. O OBJETIVO GERAL Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz. MEMÓRIA: Em 1992, a Campanha da Fraternidade também tratou a juventude como tema central, e agora, em sua 50ª edição, terá a mesma temática. A abordagem da temática “juventude” será mais um elemento para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens, além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada, em julho deste ano, no Rio de Janeiro. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013 Pai santo, vosso Filho Jesus, conduzido pelo Espírito e obediente à vossa vontade, aceitou a cruz como prova de amor à humanidade. Convertei-nos e, nos desafios deste mundo, tornai-nos missionários a serviço da juventude. Para anunciar o Evangelho como projeto de vida, enviai-nos, Senhor; para ser presença geradora de fraternidade, enviai-nos, Senhor; para ser profetas em tempo de mudança, enviai-nos, Senhor; para promover a sociedade da não violência, enviai-nos, Senhor; para salvar a quem perdeu a esperança, enviai-nos, Senhor; para ... (intenções da comunidade) HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013 LETRA: Gerson César Sousa MÚSICA: Gil Ferreira e Daniel Victor Santos 1. Sei que perguntas, juventude, de onde veio./Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro./Eu fiz brotar em ti desde o materno seio (Cf. Jr 1,5)./Essa vontade de mudar o mundo inteiro. ESTOU AQUI, MEU SENHOR, SOU JOVEM, SOU TEU POVO! Eu tenho fome de justiça e de amor, (Cf. Mt 5,6)/Quero ajudar a construir um mundo novo./ESTOU AQUI, MEU SENHOR, SOU JOVEM, SOU TEU POVO!/Para formar a rede da fraternidade, E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade. (Cf. Ap 21,1; 2Pd 3,13)/EIS-ME AQUI, ENVIA-ME SENHOR! (2X)(IS 6,8). 2. Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13)/Onde a ganância gera irmãos escravizados./Quero a mensagem que humaniza a sociedade/Falada às claras, publicada nos telhados (Cf. Mt 10,27). 3. Para salvar a quem perdeu a esperança/Serei a força, plena luz a te guiar. Por tua voz eu falarei, tem confiança,/Não tenhas medo, novo Reino a chegar! (Cf. Jr 1,4-10; Mt3,2; 19,11-27).

QUARESMA: CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Passados os dias de Carnaval tem início o tempo da Quaresma com a imposição das cinzas sobre nossas cabeças e ouvindo este apelo de Jesus: “convertei-vos e crede no Evangelho!” Estas palavras, indicam um inteiro programa de vida, preparando-nos para celebrar a Páscoa. Assim, na oração, no jejum, no exercício da caridade fraterna, na penitência, caminhamos ao encontro do Cristo pascal. Na Quaresma nos exercitamos na revisão de vida e na conversão nas nossas práticas religiosas, para que elas não sejam apenas manifestações formais e exteriores de religiosidade – “para serem vistos pelos homens” – mas sejam a expressão de uma vida que se volta sinceramente para Deus. E, durante a Quaresma, realizamos a Campanha da Fraternidade. Esta indica uma reflexão específica para nos exercitarmos na caridade; neste ano, é a juventude. Queremos juntos encontrar caminhos para acolher e integrar nossa juventude. Nossa resposta generosa ao chamado deve ser: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Convertamo-nos, e nos desafios deste mundo, tornemo-nos missionários a serviço da juventude. [Eliomar Adriano - Asp. de Deus]

CARNAVAL

O Carnaval é uma festa típica e muito popular que é vivida em muitos países, mas no Brasil merece um destaque especial. Mas, vejamos inicalmente o que nos aponta o dicionário quanto à etimologia da palavra propriamente dita: Carnaval | s. m. Francês carnaval, do italiano carnevale, de carnelevare, retirar a carne 1. Período de festas profanas de origem medieval, compreendido entre o dia de Reis e a quarta-feira de Cinzas. (Geralmente com inicial maiúscula.) 2. Período que compreende os três dias que precedem a Quaresma. (Geralmente com inicial maiúscula.) = ENTRUDO 3. Conjunto de brincadeiras e festejos que ocorrem nesses dias. 4. Grande divertimento ou festa. = FARRA, FESTIM, FOLGUEDO, FOLIA, PÂNDEGA FONTE: http://www.priberam.pt/dlpo/ Seu nome oficial é entrudo = brincadeira. Festa de origem “religiosa”, seguida por todos, por se tratar de um período festivo convidativo a bailes, desfiles carnavalescos, e adoção de trajes e personalidades diferentes do habitual. 1. ORIGEM: Teve seu inicio com o surgimento da agricultura (portanto, não é originariamente brasileira esta tradição), quando os homens felizes por ter uma grande colheita, começaram a festejar a fertilidade e produtividade do solo. 2. NATUREZA: A separação de classes fazia com que o carnaval servisse como válvula de escape, dando espaço aos exageros, que vemos até hoje. Antes, a Igreja condenava o carnaval pelo seu caráter “pecaminoso”. No entanto, com o “sucesso” da festa não era mais possível proibi-la; foi então que houve a instituição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. 3. CARNAVAL HOJE: é uma festa que O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Salvador criou o seu próprio estilo de carnaval, com o carnaval popular, de rua, é internacionalmente famoso pelos enormes trio elétricos e os maiores cantores do Brasil e alguns internacionais cantando neles [3]. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque. FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval 3. VISÃO DA IGREJA: O importante para o católico/cristão em geral ver o carnaval com suas características principais, que são o riso e a brincadeira. Dizem que foi lá em Veneza que a festa se tornou as características atuais: mascaras, fantasias, carro alegóricos e desfiles. Aos cristãos é permitido participar das festas de Carnaval, se for com objetivo de mostrar que podemos nos divertir, brincar de uma forma sadia, sem perder o rumo da vida, através de orgias, drogas e bebidas. Afinal o Carnaval também já foi simplesmente os três dias de alegria nos quais os cristãos comiam muita carne porque na Quarta-Feira de Cinzas eles ingressavam na Quaresma para durante quarenta dias, fazer abstinência de carne se preparando para, a Páscoa, a Festa da Ressurreição de Jesus. FONTE: Valcimério Alves, OFS http://www.nsconceicaonil.com.br/nv/index.php?option=com_content&view=article&id=22:artigos&catid=14:artigos&Itemid=20

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Curiosidade Liturgica: OITAVA DE PÁSCOA

Na oitava da Páscoa, durante uma semana, se vive o dia de Páscoa. É necessário intensificar o valor deste momento pascal, durante uma semana revive-se o DOMINGO MAIOR (da ressusrreição), Demonstrando assim, que a vida é um bem maior que a morte. É o momento de um re-NASCIMENTO. E a liturgia celebrada onde quer que seja, chama a atenção para a ALEGRIA do cristão de poder presenciar o cumprimento da promessa , "Destruam este Templo e eu reedificarei em três dias!" Além de que os textos bíblicos proclamados na Liturgia da Palavra servem para firmar nossa fé e reavivar a nossa esperança. Razão esta pela qual sempre (neste curto, mas significativo período) as celebrações encerram sempre com a expressão Aleluia! Aleluia! que significa dizer Alegra, alegria! Cristo Ressuscitou! {Eliomar Adriano - Asp. de Deus}

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

RELIGIÕES AFRO E SINCRETISMO RELIGIOSO

Durante o período de colonização os negros foram utilizados como mão de obra escrava, o que promoveu um novo cenário em nosso panorama religioso. E como consequência o contato com outro continente propiciou uma mistura muito rica de crenças em algumas novas divindades. Com isto a Igreja católica se via perdendo seu espaço, onde antes era apenas seu para a difusão da fé, pois até então a religião Católica era a religião oficial de nosso País desde a chegada dos seus colonizadores. Neste sentido algumas ordens tentavam reprimir as atitudes dos negros em exporem sua fé (ignorando seus cantos, batuques, danças e rezas ocorridos nas senzalas), em contrapartida os negros organizavam suas celebrações para mesmo dia dos festejos dos santos católicos, como forma de manifestação, o que despertava mais a atenção por conta do gingado, dos cantos, do som dos instrumentos e a alegria contagiante daquele povo tão sofrido, e visto como objeto por seus senhores. A elite colonial via com bons olhos essa expressão popular dos negros. E assim eles seguiam alimentando suas lembranças e não raro eram os momentos de fuga durante estas manifestações. A Igreja não permitia a participação dos negros em seus estabelecimentos para celebrarem, para que estes não influenciem negativamente seus fieis, da mesma forma os negros também não aderiam, para não terem que se converter ao credo católico, mesmo que muitos negros se reconhecessem cristãos, não deixavam de lado suas crenças de origem. A partir daí surgem os santos católicos presentes na religião afro, e durante muito tempo e ainda hoje existem aqueles que se dizem católicos, mas nutem uma simpatia pelas religiões de cultura afro e vice-versa. O que promove um sincretismo religioso (movimento no qual um sistema de crença absorve ou influencia mudanças em outro). Tanto do ponto de vista do home enquanto religioso quanto nos demais direcionamentos da vida humana, o homem é um contínuo curioso. O que vai dessa forma levar a novas formas de ser e de celebrar a vida. Rainer Souza - historiador Eliomar Adriano - adaptação

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Solenidade de todos os Santos - 2 de Novembro/2012

...Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. "Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da ca...ridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser pe...rfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013). Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles". Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9). Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19). Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028). Todos os santos de Deus, rogai por nós!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Água

Agua, planta Água (Guilherme Arantes). Água que nasce na fonte/Serena do mundo/E que abre um/Profundo grotão/Água que faz inocente/Riacho e deságua/Na corrente do ribeirão... Águas escuras dos rios/Que levam/A fertilidade ao sertão/Águas que banham aldeias/E matam a sede da população... Águas que caem das pedras/No véu das cascatas/Ronco de trovão/E depois dormem tranquilas/No leito dos lagos/No leito dos lagos... Água dos igarapés/Onde Iara, a mãe d'água/É misteriosa canção/Água que o sol evapora/Pro céu vai embora/Virar nuvens de algodão.../Gotas de água da chuva/Alegre arco-íris/Sobre a plantação/Gotas de água da chuva/Tão tristes, são lágrimas/Na inundação... Águas que movem moinhos/São as mesmas águas/Que encharcam o chão/E sempre voltam humildes/Pro fundo da terra/Pro fundo da erra.../Terra! Planeta Água/Terra! Planeta Água/Terra! Planeta Água... Lendo a letra da música concluo que este elemento é fonte rica de vida, por isso devemos preservá-la, na vida física ela nos mata a nossa sede e no espiritual ela serve para nos purificar e introduzir nos sacramentos. Razão esta pela qual deve este tema ser trabalhado em todas as disciplinas. Neste sentido as frases A minha alma tem sede de Deus e Deus é como água fresca no oásis do deserto da vida, apresenta um sentimento espiritual e a frase: A água traz vida e esperança para os que têm sede. A água é insípida não tem sabor, Deus não se prova apenas sentimos o gostinho dele em nossa vida e temos a certeza de que Ele nos alimenta e sustenta na vida; É incolor mas assume formar e cores de acordo como o recipiente que se encontra, Deus ganha o formato que lhe damos e por fim é inodora por não terceiro, Deus da mesma forma, pois o sentimos em nossa vida dando-nos farpa para seguir em frente. O nome está sempre destruindo os fluxos de agua, crendo que sua vida continuará sendo a mesma independente da existência desta preciosidade: a água, e ultimamente temos tirado Deus de nossa vida como se Ele fosse descartável. Assim como o poço faz conexão entre á água que está na profundeza da Terra e a superfície, as religiões fazem ligação da humanidade com o Transcendente que, em algumas religiões, é concebido como sendo Deus. (Livro de Ensino Religioso, p.83), assim falando apresentamos uma realidade do diálogo inter-religioso, onde se entende que preocupa com o diálogo entre as igrejas cristãs. Para concluir afirmamos que Não haverá paz no mundo sem paz entre as religiões, sem paz entre as religiões não haverá diálogo entre as religiões. (Hans Kung)